quarta-feira, 27 de abril de 2011

Conferência Internacional sobre Gestão em Saúde



 
Estão abertas as inscrições para a Série de Conferências Internacionais sobre Gestão em Saúde Brasil-Alemanha 2011 !
 
Veja a programação no site www.uff.br/cedoc e faça a sua inscrição para o primeiro evento no dia 12/05/2011:
 
Tema: Gestão de resíduos hospitalares: Aspectos comparativos entre o Brasil e a Alemanha
 
Local: Av. Marquês do Paraná, 303, 2º andar, prédio principal, Hospital Universitário Antônio Pedro - Centro - Niterói - RJ - Brasil - CEP 24030-210
 
 
Cordialmente,
 
Equipe de organização
 
PPGSC - PPGCCV -

terça-feira, 22 de março de 2011

Inscrições Prorrogadas até 15 de  Abril !




As inscrições da pós-graduação em Gestão De Saúde foram prorrogadas até o dia 15 de abril. Aproveite a oportunidade e se inscreva em uma das melhores e mais tradicional das especializações disponíveis. Torne-se um gestor no campo da saúde conheça os sistemas de saúde ao redor do mundo, realize visitas técnicas no curso que há mais de 30 anos qualifica os melhores gestores do mercado.

Para mais informações -  http://www.ims.uerj.br/gestaosaude/


Veja nosso edital clicando ao lado  -Edital

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Visita















No dia 16/02/2011 os alunos do Curso de Gestão de Saúde realizaram uma visita técnica ao Posto de Saúde da Saúde da Família Augusto Boal situado em Bonsucesso próximo a Maré . No local, os alunos foram guiados por Guilherme Costa, gerente da unidade que apresentou as instalações e condições de funcionamento da unidade.  


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Gestão de Saúde - B.I.G. - Baia de Ilha Grande



Durante o ano de 2010, o curso pós graduação em Gestão de Saúde do IMS UERJ, esteve na Baia de Ilha Grande ministrando o curso para as turmas da região. Este vídeo mostra um pouco das aulas e das unidades de saúde visitados pela equipe do curso.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

É TEMPO DE QUALIFICAÇÃO



As inscrições para o Curso de Especialização em Gestão de Saúde, para início em Abril estão abertas!
O curso de Pós Graduação do IMS é um dos mais tradicionais cursos de Pós Graduação do Rio. Contando com mais de trinta anos de excelência e referência  na qualificação de profissionais para o setor de saúde, aqui os alunos são constantemente desafiados a pensar novas formas de trabalhar a gestão. Englobando questões que começam na saúde e são universais as demais formas de gestão.

Complete seu currículo, acrescente mais conhecimentos a sua bagagem compreenda os processos envolvidos na gestão da saúde pública e privada, tudo isso pelo melhor custo beneficio entre os demais cursos de especialização disponíveis do mercado.  

Para mais informações:

Rua São Francisco Xavier , 524-Pavilhão Lyra Filho
1ºandar,Bloco A sala 1006
20550013/Rio de Janeiro, RJ
(horario de atendimento das 9 ás 18h)
Secretaria do curso -7º andar -Bl. D / SL.7003
Tel/ Fax.:(21) 2568 -3414
2334-0235/ Ramal 129

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Cai a transmissão de HIV da mãe para o filho

Retirado do site do Ministério da Saúde 


Resultado do boletim Epidemiológico Aids/DST 2010, divulgado nesta quarta-feira (1º de dezembro) pelo Ministério da Saúde, reforça tendência de queda na incidência de casos de aids em crianças menores de cinco anos. 

Comparando-se os anos de 1999 e 2009, a redução chegou a 44,4%. O resultado confirma a eficácia da política de redução da transmissão vertical do HIV (da mãe para o bebê). Mas, em relação aos jovens, pesquisa inédita aponta que, embora eles tenham elevado conhecimento sobre prevenção da aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, há tendência de crescimento do HIV. 

O levantamento feito entre jovens, realizado com mais de 35 mil meninos de 17 a 20 anos de idade, indica que, em cinco anos, a prevalência do HIV nessa população passou de 0,09% para 0,12%. O estudo também revela que quanto menor a escolaridade, maior o percentual de infectados pelo vírus da aids (prevalência de 0,17% entre os meninos com ensino fundamental incompleto e 0,10% entre os que têm ensino fundamental completo). 

Os dados confirmam que o grande desafio é fazer com que o conhecimento se transforme em mudança de atitude. De acordo com a Pesquisa de Comportamento, Atitudes e Práticas da População Brasileira (PCAP 2008), 97% dos jovens de 15 a 24 anos de idade sabem que o preservativo é a melhor maneira de evitar a infecção pelo HIV, mas o uso cai à medida que a parceria sexual se torna estável. O percentual de uso do preservativo na primeira relação sexual é de 61% e chega a 30,7% em todas as relações com parceiros fixos. 

Para Dirceu Greco, diretor do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, a pesquisa traz um alerta aos jovens que não se veem em risco. "O jovem precisa perceber que a prevenção é uma decisão pessoal e que ele não estará seguro se não se conscientizar e usar o preservativo", enfatiza. 

O resultado positivo para o HIV está relacionado, principalmente, ao número de parcerias (quanto mais parceiros, maior a vulnerabilidade), coinfecção com outras doenças sexualmente transmissíveis e relações homossexuais. O estudo é representativo da população masculina brasileira nessa faixa etária e revela um retrato das novas infecções. “Por isso, estamos investindo cada vez mais em estratégias para essa população”, explica o diretor. 

Atento a essa realidade, o governo brasileiro tem desenvolvido e fortalecido diversas ações para que a prevenção se torne um hábito na vida dos jovens. A distribuição de preservativos no país, por exemplo, cresceu mais de 100% entre 2005 e 2009 (de 202 milhões para 467 milhões de unidades). Os jovens são os que mais retiram preservativos no Sistema Único de Saúde (37%) e os que se previnem mais. Modelo matemático, calculado a partir dos dados da PCAP, mostra que quanto maior o acesso à camisinha no SUS, maior o uso do insumo. 

Outra estratégia de impacto para essa população é o Programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), uma iniciativa conjunta entre Saúde e Educação. Criado em 2003, hoje está presente em cerca de 66 mil instituições de ensino. Mais do que distribuir camisinhas, o programa insere a temática de prevenção e promoção da saúde sexual e reprodutiva no cotidiano das escolas públicas, que são um espaço permanente de discussão. “Para o governo, está muito claro que a oferta da camisinha deve estar atrelada à informação, para que o jovem tome decisões conscientes”, reforça Greco. 

A Saúde também atua na ampliação do diagnóstico do HIV/aids – que é uma medida de prevenção, já que as pessoas que conhecem a sua sorologia podem se tratar para evitar novas infecções. Em quatro anos (2005 a 2009), o número de testes de HIV distribuídos e pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) mais que dobrou: de 3,3 milhões para 8,9 milhões de unidades. Da mesma forma, o percentual de jovens sexualmente ativos que fizeram o exame aumentou – de 22,6%, em 2004, para 30,1%, em 2008. 

Campanha publicitária – Como parte da estratégia para reduzir novas infecções, a campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids deste ano é voltada para meninos e meninas de 15 a 24 anos. Com o slogan “A aids não tem preconceito. Você também não deve ter”, a ideia é despertar o jovem para a proximidade da doença com o mundo dele. “Muitos acreditam que uma pessoa com boa aparência está livre de doenças sexualmente transmissíveis, o que é um mito”, esclarece Dirceu Greco. 

As peças mostram pessoas vivendo com HIV ao lado de outras que não têm o vírus. A mensagem deixa claro que um soropositivo é como qualquer outra pessoa; por isso, a decisão de usar camisinha não pode ser baseada na aparência do parceiro. A campanha também traz a reflexão sobre o preconceito. Com a participação de jovens vivendo com HIV, o material publicitário mostra que os jovens com aids podem namorar, trabalhar e ter uma vida normal, como qualquer outra pessoa dessa idade. Serão veiculados spots de rádio e vídeo para TV, entre os dias 1º e 31 de dezembro de 2010. Cartazes, folders, mobiliários urbanos e busdoors também fazem parte do material publicitário, que será distribuído em todo o Brasil. A campanha completa está disponível no hotsite 
www.todoscontraopreconceito.com.br. 

Aids no Brasil
Os novos números da aids (doença já manifesta) no Brasil, atualizados até junho de 2010, contabilizam 592.914 casos registrados desde 1980. A epidemia continua estável. A taxa de incidência oscila em torno de 20 casos de aids por 100 mil habitantes. Em 2009, foram notificados 38.538 casos da doença. 

Observando-se a epidemia por região em um período de 10 anos – 1999 a 2009 – a taxa de incidência no Sudeste caiu (de 24,9 para 20,4 casos por 100 mil habitantes). Nas outras regiões, cresceu: 22,6 para 32,4 no Sul; 11,6 para 18,0 no Centro-Oeste; 6,4 para 13,9 no Nordeste e 6,7 para 20,1 no Norte. Vale lembrar que o maior número de casos acumulados está concentrado na região Sudeste (58%). 

Atualmente, ainda há mais casos da doença entre os homens do que entre as mulheres, mas essa diferença vem diminuindo ao longo dos anos. Esse aumento proporcional do número de casos de aids entre mulheres pode ser observado pela razão de sexos (número de casos em homens dividido pelo número de casos em mulheres). Em 1989, a razão de sexos era de cerca de 6 casos de aids no sexo masculino para cada 1 caso no sexo feminino. Em 2009, chegou a 1,6 caso em homens para cada 1 em mulheres. 

A faixa etária em que a aids é mais incidente, em ambos os sexos, é a de 20 a 59 anos de idade. Chama atenção a análise da razão de sexos em jovens de 13 a 19 anos. Essa é a única faixa etária em que o número de casos de aids é maior entre as mulheres. A inversão apresenta-se desde 1998, com oito casos em meninos para cada 10 em meninas. 

Em números absolutos, é possível ver como a redução de casos de aids em menores de cinco anos é expressiva: passou de 954 casos, em 1999, para 468, no ano passado. Quando todas as medidas preventivas são adotadas, a chance de transmissão vertical cai para menos de 1%. Às gestantes, o Ministério da Saúde recomenda o uso de medicamentos antirretrovirais durante o período de gravidez e no trabalho de parto, além de realização de cesárea para as mulheres que têm carga viral elevada ou desconhecida. Para o recém-nascido, a determinação é de substituição do aleitamento materno por fórmula infantil (leite em pó) e uso de antirretrovirais. A medida consta no Plano de Redução da Transmissão Vertical do HIV e da Sífilis, lançado em 2007 e pactuado com estados e municípios. 

Em relação à forma de transmissão, entre os maiores de 13 anos de idade prevalece a sexual. Nas mulheres, 94,9% dos casos registrados em 2009 decorreram de relações heterossexuais com pessoas infectadas pelo HIV. Entre os homens, 42,9% foram por relações heterossexuais, 19,7% homossexuais e 7,8% bissexuais. O restante foi por transmissão sanguínea e vertical. 

Apesar de o número de casos no sexo masculino ainda ser maior entre heterossexuais, a epidemia no país é concentrada. Isso significa que a prevalência da infecção na população de 15 a 49 anos é menor que 1% (0,61%), mas é maior do que 5% nos subgrupos de maior risco para a infecção pelo HIV – como homens que fazem sexo com homens, usuários de drogas injetáveis e profissionais do sexo. 

O coeficiente de mortalidade vem-se mantendo estável no país, a partir de 1998 (em torno de 6 óbitos por 100 mil habitantes). Observa-se queda no Sudeste, estabilização no Centro-Oeste e Sul. Norte e Nordeste registram queda no número de óbitos. 
Retirado do site do Ministério da Saúde


terça-feira, 26 de outubro de 2010

Filmes de Saúde : 1

Aqui vão umas dicas de filmes que abordam a tematica da saúde .

1.Epidemia  dir: Wolfang Petersen



Do mesmo diretor de Troia(2004) Epidemia, conta com um exelente elenco para narrar de forma completamente inverossímil a ação de médicos militares e seus esforços em conter uma epidemia.



2. As Invasões Bárbaras dir : Denys Arcand



Rodado no Canadá este filme aborda a questão do sistema de saúde canadense focando em  seu protagonista, o paciente terminal Rémy. O filme aborda questões sociais relevantes ao mundo pós 11 de setembro de forma ácida, bem humorada e extremamente emocional.
O filme é uma continuação de O Declínio do Império Americano , realizado pela mesma equipe nos anos 80.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Ampliado acesso a medicamentos e produtos do Aqui Tem Farmácia Popular

Retirado de Portal da Saúde 

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou nesta quarta-feira (20), em Brasília (DF), a ampliação do elenco de medicamentos oferecidos por meio do programa Aqui Tem Farmácia Popular, desenvolvido pelo governo federal em parceria com a rede privada de farmácias e drogarias. Portaria assinada pelo ministro, encaminhada para publicação no Diário Oficial da União desta quinta-feira (21), prevê a expansão do atendimento à população, que passará a ter acesso a fraldas geriátricas e a mais nove medicamentos indicados para o tratamento de seis doenças: asma, rinite, mal de Parkinson, osteoporose e glaucoma, além de mais um tipo de anti-hipertensivo.

As medidas anunciadas hoje vão beneficiar quase um milhão de pessoas por mês, que poderão adquirir os produtos com desconto de 90%. “Desde que foi criado, o programa contabiliza praticamente 50 milhões de atendimentos”, destacou Temporão, durante o anúncio de ampliação do Aqui Tem Farmácia Popular, no Palácio do Planalto. O programa foi originalmente criado em 2004 (Farmácia Popular do Brasil) para oferecer à população mais uma forma de obtenção de medicamentos. Em 2006, a estratégia foi estendida à rede privada de farmácias e drogarias (Aqui Tem Farmácia Popular).

Os 13.152 estabelecimentos conveniados ao Aqui Tem Farmácia Popular, em 2.336 municípios, já ofereciam medicamentos para o tratamento de hipertensão, diabetes, colesterol e gripe, além de anticoncepcionais. Todos eles também são distribuídos gratuitamente nas chamadas “farmácias básicas” do Sistema Único de Saúde para quem se consulta pelo SUS.

“Esta medida terá, com certeza, um gigantesco impacto do ponto de vista do acesso para muitas famílias brasileiras a esses medicamentos, que, lembro, continuam a ser distribuídos para o conjunto da população brasileira sem condições financeiras de adquiri-los. Esta estratégia em nada impacta a distribuição gratuita na rede SUS”, acrescentou o ministro.

Para ter acesso aos medicamentos e produtos oferecidos nas unidades conveniadas ao programa é necessário que o usuário apresente CPF, documento com foto e receita médica.

EXPANSÃO – O investimento do Ministério da Saúde na ampliação da lista de medicamentos e produtos oferecidos pelo Aqui Tem Farmácia Popular chegam a R$ 267 milhões. Os recursos já estavam previstos no orçamento de 2009 da Pasta. “O subsídio garantido pelo governo permite a redução do preço final do produto pago pelo paciente. Estamos cumprindo a meta de assegurarmos à população medicamentos essenciais, indicados para o tratamento de enfermidades prevalentes no país e por um custo cada vez menor aos usuários”, explica o diretor de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, José Miguel do Nascimento Júnior.

Os novos produtos para o elenco do Aqui Tem Farmácia Popular foram definidos a partir de levantamentos sobre as doenças com maior número de prescrições na rede de saúde (pública e privada), como asma e rinite. Medicamentos para osteoporose, Parkinson e glaucoma, como também as fraldas para incontinência urinária, foram incluídos como forma de ampliar o acesso ao tratamento de problemas que afetam principalmente os idosos.

A preocupação do Ministério da Saúde com essa parcela da sociedade está diretamente relacionada ao aumento do número de brasileiros com mais de 60 anos de idade. Entre 1999 e 2009, a população idosa passou de 14,8 milhões para 21,7 milhões de pessoas, como apontou a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, divulgada este ano. A expectativa de vida neste período cresceu 3,1 anos. Para 2009, a expectativa de vida projetada para os brasileiros foi de 73 anos de idade.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

CNBB mobiliza mais de 10 mil paróquias para abraçar a causa da hanseníase

Ação apoiada pelo Ministério da Saúde tem objetivo de informar sobre prevenção, diagnóstico e tratamento. Números no Brasil caem desde 2003, mas doença ainda precisa ser monitorada 
Em uma ação inédita, a Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) mobilizará 10,2 mil paróquias em todo o Brasil e igrejas cristãs para que, neste domingo (10), os sacerdotes e ministros da palavra falem aos fiéis sobre a hanseníase durante as missas ou celebrações dominicais. A iniciativa, que tem apoio do Ministério da Saúde, foi anunciada nesta sexta-feira (8), em Brasília, durante entrevista coletiva do secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara. A mobilização visa a aumentar o conhecimento sobre a doença e superar o preconceito e o estigma com os doentes.

De acordo com Dom Dimas Lara, durante as cerimônias, aqueles que presidem as paróquias deverão falar aos fieis sobre a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento da hanseníase, doença curável cujos medicamentos estão disponíveis gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). “Nós enviamos uma carta para todas as dioceses do Brasil com sugestões de homilia, de modo que os padres e pregadores possam explicar melhor sobre a realidade da doença”, afirmou.

A inclusão da hanseníase nas missas e celebrações foi motivada pelo fato de que o tema do próximo domingo será o Evangelho de Lucas (capítulo 17, versículos 11 a 19), que narra a cura de dez “leprosos” em uma das peregrinações de Jesus Cristo. “Lepra” é o nome como a hanseníase era chamada no Brasil até 1976. O tema escolhido pela CNBB é “A Missão de Jesus continua hoje: Hanseníase tem cura”.

Para a diretora do Programa Nacional de Controle da Hanseníase, Maria Aparecida de Faria Grossi, a igreja pode ampliar a possibilidade de levar informação atualizada sobre a doença a todas comunidades brasileiras. “A capilaridade da igreja pode ajudar muito para que mais e mais brasileiros descubram tem ou não a doença, façam o diagnóstico precoce e iniciem o tratamento”, destacou.

INTERSETORIAL – A ação recebeu apoio das Organizações Globo e do ator Tony Ramos, que gravou um vídeo sobre a mobilização de domingo, sem cobrar cachê. Na TV Globo, o vídeo começou a ser veiculado no dia primeiro de outubro no estado do Rio de Janeiro, e para todo Brasil desde o último sábado (2). Outras duas emissoras também ofereceram espaço para veicular a chamada da mobilização – Canção Nova e Rede Vida. 
Para o coordenador nacional do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Artur Custodio, os números de casos no Brasil ainda são altos, mas não por falta de trabalho.

“Essa parceria é um exemplo de mobilização para o mundo. É importante que a sociedade civil crie uma cultura de cidadania, solidariedade, compaixão e compromisso do ser humano um com o outro”, afirmou.

DOENÇA NO BRASIL – O número anual de casos novos da doença vem caindo desde 2003 no Brasil. Naquele ano, foram 51.941 registros. Em 2009, foram 37.610 notificações. “Apesar da redução no número de casos, a doença se concentra nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e ainda é um problema de saúde pública, que exige vigilância permanente”, alerta Maria Aparecida. Com relação à transmissão entre menores de 15 anos, adotado pelo governo brasileiro como principal indicador de monitoramento da endemia para transmissão ativa da doença, o número de casos em 2009 foi de 2.669, contra 3.444 em 2006.

É importante que todas as pessoas com manchas brancas ou vermelhas ou áreas dormentes no corpo procurem o serviço de saúde. A doença é infecciosa e atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é longo e varia de dois a cinco anos. A doença pode causar deformidades físicas, evitadas com o diagnóstico precoce e o tratamento imediato, disponíveis no SUS.

REFORÇO – Para reforçar a ação da CNBB, a coordenadora nacional da Pastoral da Criança, Irmã Vera Lúcia Altoé, enviou, no dia 23 de setembro, uma carta para todas as coordenações da entidade, convidando para participarem da mobilização do dia 10 de outubro. As lideranças da Pastoral da Criança também foram incentivadas a inserir o tema da hanseníase em suas atividades, como as visitas domiciliares e as reuniões de avaliação.

Essas ações são resultados de uma recomendação da Comissão de Hanseníase do Conselho Nacional de Saúde (CNS), formada por entidades da sociedade civil e áreas técnicas do Ministério da Saúde, entre os quais o Programa Nacional de Controle da Hanseníase. Também integram a comissão a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), Conselho Nacional de Secretários Saúde (CONASS), Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS), Morhan, Pastoral da Criança e Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas, entre outros. Uma vez aprovada pelo CNS, a proposta teve o apoio da CNBB, do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), dos Franciscanos e a Pastoral da Saúde. 

Confira nos links dos parceiros abaixo, a íntegra, das cartas, mensagens e orientações às coordenações, fieis e sacerdotes divulgadas pela CNBB e pastorais da Criança e da Saúde.


www.cnbb.org.br
www.pastoraldacrianca.org.br  

www.morhan.org.br